segunda-feira, 30 de abril de 2012

Flores da nossa costa.

Armeria maritima
Num curto passeio junto ao mar, podemos rapidamente identificar varias espécies de interesse para quem gosta de jardins. A primeira na foto é Armeria maritima, planta vivaz que cresce preferencialmente em solos arenosos junto ao litoral e que é já bastante usada em jardins.

Ulex densus
 O Tojo, Ulex densus, planta típica da flora atlântica de toda a Europa temperada, apresenta flores de um amarelo brilhante, com a forma característica da família Fabaceae. As flores amarelas continuam por um longo período de floração.

Cistus salviifolius


Halimium calycinum

Tanto Cistus salviifolius, como Halimium calycinum pertencem à familia Cistaceae, as fotos falam por si só, quanto ao potencial ornamental destas duas espécies. Preferem solos arenosos secos, perto do litoral. São plantas típicas de clima Mediterrânico. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Em tons de azul.

Borago officinalis
Myosotis sp.

















































Borago officinalis, fotografada aqui no jardim botânico de Lisboa, é uma anual originaria do médio oriente que tem sido utilizada amplamente como planta medicinal. O seu uso mais conhecido é através do óleo de borragem, extraído das sementes da planta que é usado em problemas cutâneos. Mas para mim é bonita só por si, aparte dos benefícios medicinais.  É uma planta presente em muitos cottage gardens cultivada desde tempos imemoriais. 

A segunda foto é de Myosotis, não sei que espécie exactamente, o seu nome popular é Não-me-esqueças, e é mais uma daquelas plantas que está no imaginário europeu desde há séculos. Em Portugal existem 12 espécies diferentes, nem sempre fáceis de identificar. Requer em geral um solo algo húmido e sombra parcial para se obterem os melhores resultados no seu cultivo, também se multiplica facilmente por semente. 

Estas duas plantas pertencem à Família Boraginaceae, a maioria dos membros desta família possui folhas com pelos e um carácter algo áspero ao tacto.  Outra característica interessante é que em algumas espécies, as flores mudam de cor de vermelho (rosa) para azul à medida que envelhecem. 





http://www.flora-on.pt/#/6myosotis
http://dias-com-arvores.blogspot.pt/2010/12/nao-me-esquecas-das-orelhas.html

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Geranium.

Geranium maderense
Geranium saguineum
Mais duas plantas autóctones, embora a primeira não seja nativa do Continente, é uma das plantas nacionais mais apreciadas em jardins do mundo inteiro: o magnifico Geranium maderense, nativo claro, da ilha da Madeira. Pode crescer até mais de um metro de altura, embora a planta morra assim que produz sementes, o que acontece geralmente por volta do segundo ano. Algo muito importante para o cultivo desta planta é a protecção contra a geada, à qual é muito sensível. A Segunda planta, na foto acima, é o Geranium sanguineum, cresce em prados anuais ou em bermas de caminhos e é muito utilizado em jardins no norte da Europa como planta de cobertura,  sendo que este é rústico e não precisa de protecção no Inverno.

                                                                                                                                                                             Geranium saguineum
Estes dois géneros pertencem à família Geraniaceae, muito importante a nível ornamental, onde para além dos gerânios rústicos, ainda podemos encontrar os pelargónios, as típicas sardinheiras. Aqui fica mais um vídeo:



http://flora-on.pt/#/0yCEG
http://apps.rhs.org.uk/plantselector/plant?plantid=863

sábado, 21 de abril de 2012

Abril no Jardim Botânico.

Paeonia broteroi
Foi para ver a Paeonia broteroi em floração que visitei o jardim botânico de Lisboa recentemente, e claro, não fiquei desiludido...as flores desta planta são lindíssimas, é mais uma planta da nossa flora com um valor ornamental indiscutível, vale a pena cultiva-la como planta de jardim.

                                                                                                                                                                                   Paeonia broteroi
Aparentemente é um espécie abundante e está distribuída de norte a Sul de Portugal, mas até hoje ainda não a encontrei no seu habitat  natural, sendo que pode ser encontrada na orla de bosques, em sítios sombrios e algo pedregosos. Mesmo ao lado da Peónia estava, Helleborus niger ainda em floração:

Helleborus niger

Aquilegia canadensis
A primeira Aquilegia a florir no Botânico foi Aquilegia canadensis, originaria do Canada e Estados Unidos, onde cresce em bosques e encostas rochosas, sendo desde há muito utilizada também como planta ornamental. A planta é fácil de propagar por semente, florindo no ano seguinte e frequentemente forma híbridos com outras espécies do género Aquilegia.

http://flora-on.pt/#/0XIrK
http://vivernocampo.blogspot.pt/2007/05/paeonia-broteroi-boiss-reuter.html
http://www.wildflower.org/plants/result.php?id_plant=AQCA

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Óbidos na Primavera.

                                                                                                                                                                                      Wisteria sinensis

No fim-de-semana passado visitei Obidos onde não ia há já varios anos, a vila estava em flor e resplandecia num fresco dia de Primavera. As glicínias (Wisteria sinensis) estavam por todo o lado, realçando a beleza da vila nesta altura do ano. Quase em cada rua, podemos observar uma destas plantas, um extra extravagante que combina bem com a arquitectura medieval da vila.


Mais cor foi-nos oferecida pelas olaias (Cercis siliquastrum), também conhecida por árvore-de-judas. É uma árvore pequena nativa do sul da Europa e sudoeste asiático, comum na Península Ibérica, sul de França, Itália. No início de cada Primavera fica coberta com uma profusão de flores arroxeadas, que aparecem antes das folhas. As flores são comestíveis e têm um sabor um pouco ácido, podem ser comidas em saladas.

Cercis siliquastrum

                                                                                                                                                                                Wisteria sinensis



























Tanto a glicínia como a olaia pertencem à família Fabaceae que é uma das maiores famílias botânicas, também conhecida como Leguminosae (leguminosas). Uma característica típica dessa família é a ocorrência do fruto do tipo vagem, exclusivo deste grupo. Para além do valor ornamental de alguns géneros desta família, há que destacar sobretudo a sua importância económica a nível global, pela produção de alimentos. Ficam mais algumas fotos de Óbidos:



domingo, 15 de abril de 2012

Ainda as Prímulas.

Primula vulgaris

As prímulas que podemos encontrar nos bosques e sítios húmidos, algo sombrios do Norte, estão a desaparecer rapidamente no Centro e Sul do país. Existem apenas algumas populações dispersas, o que é realmente uma pena pois são plantas lindíssimas, de uma beleza singular e para mim estão entre as mais belas plantas a florir na Primavera.  Imaginem a diferença que poderíamos fazer para a recuperação das populações de Primula vulgaris, se cada um de nós plantássemos algumas nos nossos jardins e quintais! Garantidamente, a cada Primavera teríamos um pequeno espectáculo oferecido pela natureza. As minhas este ano floriram abundantemete, e na Pascoa ainda se encontravam em plena floração, infelizmente fiquei sem maquina fotográfica e não pode tirar fotos, o que me deixou verdadeiramente chateado! 

Mais uma vez fica um pequeno video com Carol Klein sobre as prímulas:



http://aguiar.hvr.utad.pt/pt/herbario/cons_reg_fam2.asp?familia=Primulaceae&ID=652
http://jardimautoctone.blogspot.pt/2012/03/primula.html

Ocorrências registadas de P. vulgaris  

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ribeiro em flor.

Fui surpreendido recentemente por estes Iris pseudacorus em floração junto a um ribeiro, dentro de água como tanto apreciam. Apesar da falta de chuva continuar, ainda há muita água em algumas ribeiras, nem sei como.
Na mesma ribeira, estes belos Ranunculus, penso que seja Ranunculus repens, mas não tenho a certeza, se alguém conseguir identificar ficaria agradecido. Formam grandes aglomerados, diria que quase invasivos.