sábado, 30 de junho de 2012

Allium ampeloprasum.

Allium ampeloprasum, o vulgar alho-porro bravo,  fotografado num campo de cultivo abandonado ou em poisio. É um dos alhos da nossa flora que recomendo para os nossos jardins, este ano em Janeiro plantei alguns pequenos bolbos no meu jardim e cresceram muito bem. Deram lindíssimas inflorescências que adquirem uma bela cor roxa e que em nada ficam atrás das variedades cultivares deste género. 

Recomendo talvez a combinação com Stipa tenuissima, ajuda a esconder as folhagens do Allium que cedo se tornam amarelas e perdem interesse. Aceitam-se sugestões para a forma de combinar  esta bela planta, com outras que já usamos no jardim.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um Jardim Inglês?

Embora pareça, este jardim não fica em Inglaterra, mas sim em Penacova no centro de Portugal. Contudo, os seus donos são ingleses. Já aqui falei neste jardim, a propósito da magnifica colecção de heleborus criada por Arthur, um dos proprietários. Mas as imagens do inicio deste Verão são igualmente espectaculares e decidi partilhar aqui no blogue. 

O jardim começou a ser construído há 5 anos, quando Arthur comprou  esta  propriedade rural, é agora um jardim mais maduro que começa a revelar uma beleza muito própria. Esculturas de árvores estilizadas são peças marcantes dos canteiros, onde crescem uma miríade de herbáceas anuais de varias espécies. No entanto, as papoilas são as que mais se destacam, existem papoilas inglesas cujas sementes vieram com Arthur, mas também papoila-da-Califórnia que se auto propaga todos os anos.


Verbascum  thapsus
Para além das Papoilas, podemos encontrar VerbascumDelphinium; Clematis; ervilha-de-cheiro; Verbena bonariensis; alfazemas e aquilegias, quase todas trazidas como semente desde Inglaterra. Mas também muitas variedades de legumes e frutas, as bagas de framboesa são um festim durante os meses de Verão. Na primavera a magnifica Wisteria e bolbos de varias espécies iniciam o ano do jardim. Mas a variedade de plantas é tão grande que até Dezembro há sempre cor e algo a florir.

Várias árvores foram também plantadas já depois da casa ter sido comprada, entre elas bétulas e Cedrus atlantica; Cotinus; oliveiras e pinheiros mansos. Um Jardim feito com muita paixão, o resultado é encantador. 

Todas as fotos foram tiradas pelos donos do jardim, que infelizmente ainda não conheço ao vivo. Se quiserem ver mais imagens podem ver aqui:

Nigella dasmacena

domingo, 24 de junho de 2012

Obras no Jardim Botânico.

Finalmente a água volta a correr pelos regatos do jardim botânico, podemos desfrutar novamente do que já foi considerado uma das maravilhas de Lisboa. Mas estas obras deixam igualmente muito a desejar. Eu sei que não há muito dinheiro numa altura de crise como esta, mas o jardim merece muito mais que estas obras tipo tapa-buracos, os acabamentos são maus e cimento em bruto é tudo o que não se quer para um jardim histórico como este. Para fazer mal, às vezes mais vale não fazer nada...

Túnel de bambu.

Lago de baixo e Monstera deliciosa.

Continuando com o lado positivo disto tudo, é indescritível a diferença que faz ouvir a água a descer pelos regatos do jardim até chagar à zona mais baixa onde fica o maior lago. Esta é também a área mais protegida do jardim, onde as condições são perfeitas para que possa crescer uma verdadeira selva tropical. Vale a pena ver, a pesar das (más) obras.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Casa das Borboletas.





























São imagens do Borboletário do Jardim botânico de Lisboa.  Vários canteiros com plantas diferentes formam o jardim, cada planta está programada para ser o alimento de uma das 24 lagartas de borboletas que o jardim foi pensado para ter. Neste momento o laboratório tem dez espécies de Lepidoptera (a Ordem de insectos a que pertence as borboletas). Existem plantas melhores que outras para atrair as borboletas a um qualquer jardim, mas em geral as preferidas são flores simples com néctar facilmente acessível, mais que os cultivares de flores dobradas que tornam difícil a sua recolha.

Algumas plantas nectaríferas incluem a Budleia , conhecida como arbusto das borboletas; Malmequeres silvestres; couves para a borboleta branca das couves; Arruda para a borboleta Cauda-de-andorinha; Sardinheiras, Medronheiro, Urtigas ou erva das paredes para a borboleta Almirante-vermelho. Outras plantas que encontrei no Borboletário incluem a violeta de cheiro, o funcho comum e as prímulas.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1327871

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Junho no Jardim Botânico...

Valeriana officinalis, família Caprifoliaceae

É possível visitar o jardim botânico de forma gratuita durante este mês, há que aproveitar, mas na realidade foi só mais um pretexto para lá voltar. E encontrei algumas coisas interessantes, valeriana, na foto acima, por exemplo. A valeriana é usada como planta medicinal pelo menos desde o tempo dos antigos gregos e romanos, sobretudo como remédio para a insónia, actualmente é usada na industria farmacêutica como ansiolítico. À parte as propriedades medicinais, acho-a muito interessante como planta de jardim.

Geranium albanum

Mais um gerânio rústico, desta vez originário dos Balcãs: Geranium albanum, facilmente cultivado em  solos com alguma humidade, com boa drenagem e em pleno sol. Tolera alguma seca, mas prefere solos húmidos. A planta pode diminuir após a floração em climas de Verões quentes e secos, mas nessa altura pode-se cortar levemente as folhagem de forma de revitalizar a planta.

Cynara cardunculus
                                                                                                                                                                                Cynara cardunculus





Cynara cardunculus pertence à familia Asteraceae e é conhecido como o cardo do coalho, usada no fabrico de queijo desde tempos imemoriaisAs flores são colhidas quando a planta começa a ficar senescente, isto é, durante os meses de Junho e Julho, sendo armazenadas em locais secos de forma a serem usadas depois na coagulação do leite durante o Inverno. A propriedade coagulante deve-se à presença de três Enzimas produzidas na flor. É uma planta lindíssima, e muito usada como ornamental em outros pontos da Europa.
Tropaeolum majus e aquilegia.

Tropaeolum majus, as vulgares chagas, é uma planta amplamente cultivada, tanto como ornamental, quer como planta medicinal. Uma presença quase habitual nos jardins das casas do campo, são  cultivadas pelas suas flores, mas também porque as suas folhas e flores são comestíveis, podendo ser usadas em saladas, dando um sabor delicadamente picante. Na foto de baixo, nenúfares no lago da "classe".


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Verão a chegar.


























Jancarandá e buganvílias em floração em Lisboa, ambos originários da América do sul, mas bem ambientados ao clima ameno de Lisboa. Os jancarandás são especialmente bonitos nesta altura do ano, com as suas flores azuis, só é pena o mau cheiro que deixam o resto do ano, depois da flor secar no chão. Não se pode ser perfeito!

sábado, 2 de junho de 2012

Flores do campo.

Lupinus luteus

Centaurea sphaerocephala
Uma pequena passagem pelo campo por vezes é o suficiente para nos iluminar o espírito e damos por nós a valorizar plantas que sempre conhecemos mas, às quais por vezes não damos valor. O Lupinus dos campos, enchem os terrenos incultos ou em pousio e de tão comum que é, por vezes esquecemos também de o apreciar. A Centaurea sphaerocephala destaca-se ao longe com as suas grandes inflorescências  purpura, é uma planta não tão abundante como o lupinus, mas muito interessante: a sua flor é na verdade um  conjunto de inúmeras flores, em que as que ocupam a parte mais externa, são muito desenvolvidas e estéreis enquanto que as que ficam no centro são pouco desenvolvidas, mas férteis.