sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Meu top-10 de bolbos de Primavera.

Narciso sp. / Narcissus triandros "thalia"
1 . Narciso sp. estes narcisos não podem faltar num jardim português que se prese, são simplesmente lindíssimos, e anunciam a primavera, os da foto estão no meu jardim, e a cada ano que passa são mais, precisão de ser divididos ao fim de uns anos se se quer continuar a ter flores em abundância, mas em geral são extremamente fáceis de cuidar. Iniciam floração em meados de Fevereiro até Março dependendo das regiões do país.
2. Narcissus triandrus "thalia", a Narcissus triandrus é originaria da flora nacional mas este é um cultivar hibridizado no Reino Unido, são especialmente bonitos e nem sempre fáceis de encontrar à venda em Portugal. só os encontram em casas especializadas em sementes e bolbos. São fáceis de cultivar em Portugal como qualquer narciso. Um solo normal com boa drenagem, sem ser à sombra.

Crocus sp / Tulipa "Darwin"
3. Crocus sp. : estes pequenos bolbos são talvez os primeiros a florir mesmo no final do Inverno/inicio da Primavera. São fáceis de cultivar, necessitando apenas de um solo bem drenado, sendo o melhor sitio para os plantar, debaixo da copa de árvores de folha caduca. Especial atenção deve ser tomada em zonas com animais selvagens, já que as toupeiras e os ratos adoram comer estes bolbos, são uma espécie de iguaria de inverno, à qual não irão resistir. Os da foto são do meu jardim, em flor em Fevereiro passado. 
4. Tulipa. As tulipas "Darwin" são as que têm tido melhores resultados no meu jardim, por isso mesmo são as que eu aqui apresento, mas existe um sem numero de variedades que se pode experimentar. As tulipas podem ser algo difíceis de cultivar em Portugal, mas com algumas regras básicas conseguem-se bons resultados. Nunca faça refrigeração de tulipas! No clima português não é necessário, e esses bolbos depois de refrigerados não voltam a florir! Boa drenagem, alguma sombra, terra calcaria algo arenosa, mas  fértil , são alguns dos ingredientes do sucesso.

 Jacinto / Narcissus papyraceus


5. Jacinto-de-jardim. Um clássico da Primavera, com flores muito vistosas e muito fácil de cultivar. No entanto a flor tende a ser menos exuberante com o passar dos anos. Coloque-os numa área do jardim com boa drenagem e com solo leve, use vários bolbos da mesma cor em aglomerado, tende a florir mais e o efeito é mais apelativo. Os da foto são do jardim botanico de Colónia na Alemanha, foto de 2011. 
6. Narcissus papyraceus. Outra planta autóctone que não deveria faltar nos nossos jardins , extremamente atraente e com uma fragrância agradável, dão-se bem em quase todo o tipo de solo, desde que bem drenado. Tende a multiplicar-se rapidamente. Os da foto estão no jardim botânico de Lisboa. 

Muscari / Iris holandica 
7. Muscari. Outro bolbo muito especial, que é igualmente muito fácil de cultivar entre nos é o Muscari armeniacum, as suas pequenas flores azuis formam um excelente contraste com o amarelo dos narcisos. Requer um solo bem drenado e solto. Existe outra espécie do género Muscari na nossa flora, mas não tão ornamental quanto esta. 

8. Íris-holandês, uma das plantas mais bonitas do meu jardim  É muito fácil de se estabelecer e forma rapidamente um conjunto interessante, convém no entanto plantar os bolbos no em grupos de 5 a 7 unidades, já que isto favorece a floração. Para já é o melhor dos meus Íris, e tenho-o em vários pontos do jardim. 

Leucojum / Scilla peruviana














9Leucojum ou floco-de-neve. Não confundir esta planta com a gota-de-neve (género Galanthus), planta algo difícil de cultivar no nosso país, o Leucojum floresce mais tarde em plena primavera e é muito fácil de se estabelecer no clima de rusticidade Z8, Z9 e Z10. As suas campainhas brancas são fantásticas na altura da Primavera, sendo um parente dos comuns narcisos e existem até espécies autóctones da flora nacional. Aliás, estas espécies são objecto de coleccionadores por essa Europa fora, que os cultivam como planta alpina.

10. Scilla peruviana, trata-se de outra planta obrigatória nos Jardins nacionais, para alem de lindíssimas flores azuis é igualmente fácil de cultivar, tratando-se de uma planta autóctone, são só vantagens e não se entende porque não há mais nos jardins deste país. 

As próximas duas semanas, eu diria que são decisivas para quem ainda não plantou os bolbos desde ano, mas se for plantar tulipas ainda vai muito a tempo sendo até aconselhada a sua plantação quando a terra já se encontra fria. Quanto aos outros bolbos todos, embora sendo já um pouco tarde, é ainda possível plantar, com floração garantida na Primavera!

domingo, 17 de novembro de 2013

Um jardim em cerâmica...



Entrada no Jardim.

 Fachada lateral do edifico do museu.


Jardim de buxo.

Repuxo dos sapos.
Inspirados nos modelos de fiança do artista do séc. XIX Raphael Bordalo Pinheiro, Joana Vasconcelos, recriou há uns anos este jardim, que faz parte do museu da cidade de Lisboa. 
Este tipo de cerâmica, com motivos vegetais e animais, faz parte do nosso imaginário colectivo, recria-lo agora num jardim é uma ideia muito interessante, com um resultado físico que não desilude!
O único senão, vai para o facto de, embora seja um jardim recente, já mostra sinais de alguma negligencia...sendo que as fontes se encontram sem água.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Outono no Museu da Cidade.


 Alameda de Tílias 


Os pavões

 Estufa do século XIX

Interior da Estufa.

Estatuaria da fonte .

Pavilhão de exposições temporárias.



Entrada no Jardim.
Muito poucas vezes nos lembramos deste museu e do seu Jardim, o edifício principal do museu é um elogio à arquitectura tradicional portuguesa do século XVIII, e nas traseiras encontra-se o jardim igualmente interessante. Primeiro entra-se por uma alameda de tílias, tendo de um lado um pequeno bosque e do outro um relvado onde se encontra uma lindíssima estufa antiga. Essa estufa infelizmente encontra-se sem utilização alguma! 

Ao fundo da alameda temos um dos dois pavilhões do museu dedicados às exposições temporárias.  Encontra-mos ainda no meio do bosque, por entre ciprestes, uma lindíssima fonte com estatuária antiga, e num dos muros, um chafariz com azulejo nacionais do século XVIII. 

Vale a pena passar pelo museu, sobretudo agora nesta altura do ano, em que as tílias começam a ganhar as suas corres outonais.  Garantida será a simpática presença dos pavões e dos seus pequenos filhotes!