sábado, 30 de janeiro de 2016

Jardim Botânico de Kew: Casa das Alpinas

Entrada da casa das alpinas
Iris reticulata "Pauline"
Narcissus asturiensis, endémico de Portugal e Espanha
Scilla messeniaca
Muscari, Cyclamen
Galanthus gracilis, Muscari latifolium
Crocus sp.
Narcissus cantabricus, iris , Galanthus
Fritillaria gibbosa
Iris reticulata "Gordon"
Crocus sieberi ssp. atticus
Vitaliana primuliflora
Lithodora zahnii
Narcisus hispanicus
Dionysia e Launaea
Iris "Eye Catcher", Galanthus
Ornitogalum lanceolatum
Cylamen parviflorum, Whiteheadia bifolia
Helichrysum orientale, Cyclamen parviflorum 
Lapeirousia oreogena, originaria da África do Sul
Scoliopus bigelovii originário da Califórnia 
Disposição de plantas em vaso na Casa das Alpinas

A casa de alpinas actual abriu ao publico em 2006 e é a mais recente de uma série de casas construídas em Kew para abrigar plantas alpinas desde 1887.  Apresenta um complexo sistema de refrigeração de alta tecnologia, mas com baixo consumo energético. Não foram usados, nem ar condicionado, nem turbinas de vento de alto consumo, mas antes um sistema de circulação natural. A casa permanece sempre aberta e o ar que aquece no topo da estufa é empurrado por um leque até um labirinto de betão debaixo do solo, onde arrefece e em seguida é lançado novamente no edifício. Desta forma consegue-se o ambiente que a maioria das alpinas gosta: fresco, seco e ventoso.  

Este é o meu ultimo post sobre a visita ao Jardim Botânico de Kew, fechando com um dos grupos de plantas que mais me é querido: as alpinas. Já de regresso a Lisboa não pude deixar de pensar como seria possível incluir plantas alpinas nos nossos jardins, adaptadas ao nosso clima ou que aqui se dessem bem. Devemos ter em conta que muitas destas plantas vêm de regiões Mediterrâneas ou semelhantes, ainda que habituadas a clima de Montanha. Penso ser perfeitamente possível ter um jardim de plantas  alpinas ou um jardim rochoso com plantas alpinas, desde que se considerem os factores exposição solar e drenagem e se escolham as plantas certas para a situação que lhes podemos proporcionar. 


http://www.kew.org/visit-kew-gardens/explore/attractions/davies-alpine-house

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Kew Gardens: O Jardim de Bosque

 Salix e casa das palmeiras ao fundo
Jardim de bosque
Ophiopogon planiscapus
Helleborus 
Helleborus x hybridus
Helleborus x hybridus
Hamamelis e Leucojum aestivum
Vista do jardim
Templo de Aeolus no topo de colina artificial
Narcissus e Arum no topo da colina
Templo de Aeolus
Helleborus orientalis
Hamamelis e Helleborus corsicus 
O Jardim de bosque fica mesmo à direita da estufa das palmeiras e foi construído debaixo da copa de varias árvores caducifolias como carvalhos, bétulas e tílias. Inclui um estrato mais arbustivo de Acers palmatum, Hamamelis e Rhododendron e uma plantação base constituída por vários cultivares de Helleborus x hybridus e tambem Helleborus corsicus, Leucojum e Narcissus, entre outros. No jardim de bosque fica também o templo de Aeolus edificado em 1845, no cimo de uma colina artificial, que resultou das terras e detritos retirados para a construção do lago adjacente ao jardim.  

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Visita a Kew Gardens: Jardim de Gramíneas

Vista principal do Jardim, com Miscanthus ao fundo
Vista do jardim e casa de Alpinas ao fundo.
Escultura "O semeador"
Stipa gigantea
Efeitos da luz e chuva
Calamagrostis "Karl Foerster"

Kew já exibia uma colecção de gramíneas no inicio do século XIX, mas o actual jardim foi criado apenas em 1982, com o objectivo de mostrar a diversidade de poáceas no mundo inteiro. Este grupo de plantas tornou-se popular em jardins nos últimos 20 a 30 anos, mas desde sempre teve uma importância económica fundamental na historia do Homem. Testemunho dessa importância, temos a estátua do semeador, homenageando aqueles que deitam à terra a semente do cereal que alimenta o Homem.

O Jardim de gramíneas é incrivelmente belo nesta altura do ano, em que a luz é baixa e as corres e texturas estão mais evidentes. O todo do jardim é como que um mar dourado, com vagas de diferentes alturas e diferentes tonalidades, formando um conjunto único. Foi a primeira vez que vi um conjunto de poáceas desta dimensão com propósitos ornamentais, ainda são algo raras nos jardins portugueses. Sobretudo nesta altura do ano em Portugal quase sempre estão cortadas, perdendo-se o magnifico efeito textural de Inverno. 

http://www.kew.org/visit-kew-gardens/explore/attractions/grass-garden

sábado, 23 de janeiro de 2016

Visita a Kew Gardens: O Jardim da Rainha

Vista do jardim formal com poço 
Entrada no Jardim 
Vista para sul
Jardim de plantas medicinais 
Rosmarinus officinalis, Cynara cardunculos 
Lonicera, Achanthus molis
Santolina, Rosmarinus, Rosa gallica "Officinalis" e Cynara 
Vista do jardim medicinal
Dipsacus fullonum
 Arcada de Laburnum x waterii
Lago e gazebo ao fundo
Devo confessar que este foi um dos jardins que mais gostei na minha visita a Kew, e talvez aquele que me deu mais inspiração para o meu próprio jardim. É um jardim formal mas com dimensões que podem ser recriadas num jardim médio. Gostei sobretudo da parte de jardim de ervas medicinais. Bastante bem plantado e com interesse de Inverno, despertou a minha atenção e não consegui deixar de imaginar como será na Primavera e Verão.

O Jardim da Rainha é um jardim formal que foi feito tendo como base um palácio e jardins do século VII já existentes, mas que foi redesenhado em 1959. Todas as plantas aqui existentes são de espécies ou variedades que já eram cultivadas na Grã-Bretanha durante ou antes do século XVII. Inclui muitas plantas medicinais e aromáticas como alecrim, Salvia, lavandula, mas também Rosa gallica "Officinalis", Lonicera, Achanthus e Cynara, entre outras.