sexta-feira, 27 de março de 2015

O blogue faz 5 anos!

2010 - vista do meu jardim 
2010 - Íris, um dos primeiros sucessos.
2011 -  visita ao Jardim botânico de Munique 
2011 - a primeira aquilégia

2012 - Os primeiros narcisos
2012 - Dunas de São Martinho do Porto, seguir os exemplos da Natureza
2013 - Primulas e Crocus
2013 - Armeria e Allium schubertii
2013 - primeiras combinações interessantes
2014 - Julho do ano passado, combinações de plantas
2014 - Rudbekia e Echinops
2014 - combinações de plantas
2015 - Primeiros Helleborus hybridus
Pois é, 5 anos depois aqui estou eu. Aquilo que começou por ser um interesse ocasional,  cresceu e transformou-se numa verdadeira paixão. O jardim improvisado do início, ainda não deixou de ser bastante improvisado na sua estrutura base mas, a nível de plantação tento que seja o melhor possível, dadas as circunstancias. Procurei sempre ter as melhores condições para as plantas que fui adquirindo. Algumas não vingaram, outras foram um sucesso, mas no final aprendi muito sobre plantas, sobre como cultivar certas espécies em Portugal, como as combinar de forma inovadora...ganhei experiência e conhecimento mas, Sobretudo ganhei muito em prazer e bem estar. 

"One who plants a garden, plants happiness."
                 - proverbio chinês

Obrigado a todos que acompanham este blogue!

terça-feira, 24 de março de 2015

De volta ao Jardim Botânico.





Polygonatum odoratum
Polygonatum odoratum
Primula vulgaris

Primula vulgaris

Helleborus foetidus
Euphorbia characias
Allium neapolitanum

Akebia quinata
Cercis siliquastrum, uma olaia à saída

Sempre comparei o Jardim botanico de Universidade de Lisboa a um belo palácio ou catedral, mas sem nada lá dentro, como se fosse um magnifico conjunto arquitectónico ao qual falta o recheio interior, o pormenor dos elementos decorativos. Temos um conjunto impressionante de árvores, algumas centenárias e de porte majestoso, mas depois quase nada de interesse num estrato mais herbáceo. Falta pormenor, falta atenção e detalhe a este jardim. Poder-se-ia chamar apenas de "arboreto da universidade Lisboa", que ninguém iria contestar o nome. As colecções estão paupérrimas, é quase impossível atravessar o jardim da "Classe" sem sentir um desconforto de orgulho ferido, tal é a pobreza do que lá se apresenta. É necessária muita persistência para encontrar uma flor neste jardim, é preciso procurar entre as ervas daninhas para encontrar aquilo que resta da colecção. O Jardim sofre claramente de uma falta de atenção crónica por parte dos seus responsáveis e por parte da autarquia. O Jardim necessitava de uma mudança urgente de paradigma na sua organização e estrutura, na maneira de fazer as coisa. O bem-estar das plantas e a sua diversidade tem que ser a principal preocupação de um jardim botânico. Sei que o jardim vive com graves restrições orçamentais, mas também sei que, neste caso, não será atirando-se rios de dinheiro para a sua gestão que se resolve os problemas do jardim.  São obviamente as sucessivas direcções do botânico que estão em falta para com ele, é o descuido diário e falta de dedicação.  O jardim precisava de sangue novo, de um director que se dedicasse única e exclusivamente à causa...que metesse mãos à obra, que fosse o próprio a cuidar fisicamente das plantas. E também, obviamente, que fosse acompanhado de uma equipa de jardineiros mais qualificados e permanentes.

No jardim botânico de Lisboa quase não existem representantes da flora nacional, para alem de alguns arbustos e árvores: não existem nenhumas das espécies de narciso autóctones (e devia existir em grandes quantidades), não existem fritilarias, não existe a nossa tulipa...etc.

Muitas mais coisas poderiam ser ditas sobre os problemas do jardim botânico, mas estamos em Março, a Primavera está aí, e embora não deixando de pensar nestes mesmos problemas, consegui focar-me nas coisas bonitas do jardim e fazer algumas fotos do melhor desta Primavera. 

sábado, 21 de março de 2015

Primavera de novo na Gulbenkian.

Lago dos nenúfares.
Cascata e lago principal 
Ameixeira-de-jardim
Edifício da fundação e lago principal
Azulejo Otomano do século XVI, Colecção permanente do Museu.
O jardim da fundação Gulbenkian sempre foi o meu preferido em Lisboa. A sua riqueza florística e o próprio desenho do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, fazem dele um dos mais belos jardins do país. Quando ainda na escola primaria o visitei, causou-me a maior impressão e durante anos, a pesar de não o visitar, permanecia em mim a memoria daquele belo jardim, cheio de lagos, cascatas e recantos frescos...
Regressar ao jardim Gulbenkian é sempre um regressar à minha infância, e a essa primeira visita. É sempre com olhos de criança que o vejo.  Regressar nesta altura do ano, com o despontar da primavera, é ainda mais especial. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

"Take a walk on the wild side"

Bellis perennis 
Euphorbia helioscopia
Euphorbia characias
Veronica e Fumaria officinalis

Lupinus angustifolius
Anemone palmata
Anemone palmata

E que tal um passeio pelo lado mais selvagem dos nossos jardins? Foi isso que fiz há umas semanas atrás no meu próprio jardim e em outros em Lisboa. A amostra de plantas selvagens pode ser surpreendente, quer pela diversidade de formas, quer pela sua beleza. Eis algumas das plantas que destaquei: 

http://www.flora-on.pt/index.php?q=Lupinus+angustifolius
http://www.flora-on.pt/index.php#/1Anemone+palmata
http://www.flora-on.pt/index.php#/1Euphorbia+helioscopia
http://www.flora-on.pt/index.php#/1Bellis+perennis
http://www.flora-on.pt/index.php#/1Fumaria+officinalis

segunda-feira, 16 de março de 2015

Primavera no meu jardim #2

Macieira, Malus domestica
Helleborus, Primula vulagaris, Narcissus
Helleborus x ballardiae "Merlin"
Helleborus x ballardiae "Merlin"
 Helleborus × hybridus "Pretty Ellen"
Primula vulgaris
Narcissus bulbocodium e Crocus sp.

Leucojum aestivum e N. bulbocodium





Correndo o risco de me repetir, decidi publicar mais umas quantas fotografias que tirei da ultima vez que estive no meu jardim. E porque os narcisos só aparecem uma vez por ano, merecem que este post lhes dê mais atenção. O que seria a Primavera sem o belo narciso?