segunda-feira, 23 de maio de 2016

Jardim Botânico de Coimbra

Fonte e Jardim formal
Prunus cerasifera
Vista geral do jardim
Cedrus deodara
Aqueduto e escadaria
Estufas 
Rhododendron
Jardim formal
Varanda sobre o jardim formal
Vista da entrada
Um dos recantos mais belos do jardim
Fonte no jardim formal

Buxus e Magnolia ao fundo
Magnolia x soulangeana
Magnolia x soulangeana
Cycas ao fundo no patamar superior

recanto do jardim formal e Acer
Escadaria e Prunus x yedoensis
Vista do jardim com Buxus em topiária 
Zona do jardim formal e fonte central
As fotos são de Abril. Na primavera de uma cidade algo decepcionante, um grande e magnifico jardim botânico, surpreende pela sua dimensão, desenho e maturidade. Um sitio de verdadeira magia para quem aprecia o mundo botanico. Mas, nem tudo são coisas boas, o Jardim encontra-se algo degradado e é possível ver a falta cuidado, embora se esteja a investir na recuperação das estufas. A plantação vive sobretudo de um extraordinário conjunto de arbustos maduros e árvores de grande porte, sendo bastante pobre em herbáceas. Falta cor, faltam plantas, claramente, está mal gerido e não é um jardim botânico vivo. Não compreendo, por exemplo, que não seja possível visitar o jardim na sua totalidade. Como outros botânicos em Portugal, recebe muito pouco cuidado das autoridades responsáveis. 

Destaco algumas magnificas Magnólias e Rhododendrom, géneros nem sempre comuns em Portugal. 
Enquanto Coimbra transparece como uma cidade degradada, mal cuidada e gráfitada...uma sombra de si própria, o seu botânico surge com uma grandeza digna dos melhores do mundo, ainda que mal tratado. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Abril no meu jardim

Vista do jardim depois da chuva
Abril no meu jardim este ano foi marcado por grandes chuvadas, dando completamente sentido ao famoso ditado "Em Abril, águas mil". O mês foi longo, muita coisa aconteceu em termos de florações, e as fotos que consegui tirar não fazem jus a toda a beleza que este mês trouxe. As florações foram só a cereja no topo de um bolo recheado de exuberantes folhagens, formando um conjunto textural de grande interesse. Penso mesmo que este Abril foi especial para as texturas formadas pelas folhas, porque tivemos uma longa estação chuvosa que se prolongou do Inverno para a Primavera. O crescimento vegetativo foi intenso e rico, isso traduziu-se num acentuar das características texturais das folhas e numa definição do hábito das diferentes plantas. O planeamento dos canteiros tendo como base as justaposições das plantas foi assim altamente compensador, tive a prova mais uma vez este Abril que o meu esquema resultou num design com interesse. Vamos então dar uma volta pelo jardim:

Festuca, Salvia, Carex e Calendula. 
Geranium, Iris, Spiraea Carex e Hemerocallis
Alguns efeitos texturais no jardim
Cynara cardunculus, Iris hollandica, Nigella dasmacena
Caminho central depois da chuva com Centranthus ruber
Tulipa, Muscari e Crocus
Tulipa "Van Eijk" e Tulipa "Purple prince"
Tulipa"Van Eijk" e Geranium
Promenor de Fritilaria uva-lupis
Fritilaria uva-lupis e Muscari armenicum
Fritilaria uva-lupis
Scilla peruviana e Tulipa variedades "Darwin", as mesmas ao fim de 5 anos
Tulipa "Darwin", voltam todos os anos sem cuidados extra
Polygonatum odoratum
Vista central do jardim  / Geranium "Orion" / Geranium macrorrhizum
Geranium macrorrhizum 
Anemone blanda e Muscari/ Crocus / Primula, Muscari e Viola
Caminho central
Scilla peruviana
Geranium, Aquilegia, Achillea, Salvia pratensis, Hemerocalis e Iris 
Geranium "Orion"
Iris hollandica em primeiro plano
Vista geral do jardim sobre os canteiros de vivazes
Cynara, Stachys, Aquilegia e Nigella
Nassella tenuissima,Euphorbia, Stachys e Nigella
Tulipa greigii, segundo ano de floração.
Iris hollandica, Stachys, Nigella e Hemerocallis
Euphorbia, Cynara cardunculus e Verbascum bombyciferum
Cynara cardunculus
Primeira Aquilegia  e Scilla natalensis
Vista do jardim, com Ephorbia, Cynara e Verbascum alinhados

Este ano foi também o primeiro em que consegui ver o início dos efeitos que pretendo para o caminho central, o caminho que corta na diagonal grande parte do jardim. O que pretendo é um efeito de repetição de texturas, acentuando a profundidade dos canteiros mas também a sensação de uma certa continuidade na plantação.  Considero a integridade e continuidade um dos critérios mais importantes para a selecção das plantas e aquilo que basicamente define um bom design e o separa de um jardim banal. No meu jardim este efeito é conseguido através de plantas de manutenção fácil e perfeitamente adaptadas ao nosso clima, como são os casos das vivazes Stachys lanata, Nassella tenuissima e Achillea millefolium "Cerise Queen" mas, também de anuais como a Nigella dasmacena.

Três plantas estruturais marcam a vista geral do jardim, são elas Euphorbia characias, Cynara cardunculus e Verbascum bombyciferum. São as três de grande porte mas textualmente não podiam ser mais diferentes, destacando-se no meio das outras vivazes. Estas plantas marcam o olhar com a introdução de três pontos de interesse em sucessão. São mais uma vez plantas de fácil manutenção, duas delas autóctones em Portugal (E. characias, C. cardumculus) e a terceira perfeitamente à vontade no nosso clima (V. bombyciferum). 

A criação de bons jardins em Portugal terá sempre que passar pela escolha de uma plantação realista e bem adaptada ao nosso clima, mas também pela diversificação das espécies usadas e focagem nas texturas e folhagens. Nunca esquecer que na maior parte do ano o que temos é a parte vegetativa da planta, o interesse da plantação terá que começar exactamente pelas folhas e seguir depois para um design com as florações. A sucessão no tempo destas duas linhas de interesse vão ditar a diferença entre um bom jardim e um jardim medíocre. 

http://www.flora-on.pt/#/1Cynara+cardunculus