segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Fevereiro no Jardim Gulbenkian

Philadelphus, Viburnum, Ruscus e Acanthus
Magnolia x soulangeana
Lago dos nenúfares / Crocus sp.
Camellia japonica
Camellia / Bellis perennis

Não me canso de dizer que o Jardim da Fundação Gulbenkian é o melhor jardim de Lisboa. Por mais que se visite, por mais que se conheça como a palma da mão, o decorrer das estações revela sempre algo novo e é uma constante surpresa cada visita. Deste vez não foi excepção, havia uma promessa de Primavera no ar, as camélias e a Magnólia estão em flor e aqui e ali surgem pequenas plantas em floração, como as Crocus e Bellis. Há uma sensação de clausura e afastamento no jardim, embora a movimentada Avenida de Berna esteja logo ali, há uma vontade de seguir os caminhos, uma sensação de descoberta e mistério. Qualquer jardim que transmita este tipo de sensações será sempre um jardim bem desenhado, e um jardim onde não nos cansamos de voltar. É exactamente isso que sinto cada vez que regresso à Gulbenkian. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Início de Fevereiro no Jardim

Festuca, Salvia officinalis "Purpurascens" Carex e Narcissus 
Carex comans, Festuca, Armeria, Leucojum aestivum 
Narcissusn tazetta, Sisyrinchium, Echinops, Nigella
Sisyrinchium, Narcissus, Echinops,  Stachys e Melissa officinalis
Helleborus x hybridus "Pretty Ellen"
Helleborus x hybridus "Pretty Ellen"
Helleborus, Viola,  Geranium, Thalictrum e Iris foetidissima 
Helleborus x Ballardiae "Merlin", Primula vulgaris
Viola odorata e Primula vulgaris
Primula vulgaris
Vivazes e exemplos de texturas no jardim

No início de Fevereiro começa-se a desenhar a Primavera no meu jardim, aparecem as primeiras prímulas, os Helleborus estão em flor e os narcisos quase a começar...O jardim claramente começa a acordar e inicia-se mais um ciclo vegetativo. Uma das estrelas neste final de Inverno nem sequer são as flores, mas antes as folhagens e todo o desenho textural que surge da justaposição de plantas tão diversas como Euphorbia characias ou Cynara cardunculus. É deste intrincado de repetições de plantas com portes diferentes que pode surgir uma plantação com interesse nos meses menos produtivos, quando o que temos é apenas a parte vegetativa das plantas e poucas flores disponíveis. 

Volto a destacar neste conjunto a Primula vulgaris (syn P. acaulis). As prímulas requerem apenas um solo relativamente fértil e alguma humidade. Devem ser plantadas numa zona de sombra, voltada a nascente ou mesmo a norte e dão-se especialmente bem debaixo da copa de árvores de folha caduca. É uma espécie autóctone de grande beleza que está a desaparecer rapidamente do Centro e Sul de Portugal. Mas, podemos-lhe dar uma ajuda plantando no jardim algumas das belas Primulas vulgaris e desta forma contribuir para a recuperação da espécie no nosso país. 

http://www.flora-on.pt/index.php#/1primula

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Início de Fevereiro na Ajuda

Vista do talhão superior com Erythrina coralloides
Limoeiros
Lonicera floribunda 
 Narcissus tazzeta
Helleborus x hybridus 
Helleborus x hybridus
Flora da Macaronésia  
Scilla maderensis
Saponaria officinalis , família Caryophyllaceae
Ranunculus ficaria
Bonito, mas destrutivo para o jardim
Talhão de baixo

Todos os anos o Jardim botanico da Ajuda passa pelo Inverno de forma suave e ligeira, este ano não foi excepção. O Jardim está situado numa colina soalheira de Lisboa, voltado ao mar e ao rio e quase todos os anos vive em Fevereiro uma Primavera antecipada. Por isso, para quem quiser ver algumas flores de Primavera deverá rumar à Ajuda por estes dias onde pode apreciar Helleborus, Ranunculus, Pulsatilla, Muscari e Narcissus. Este ultimo género é por excelência a flor de Primavera em Portugal e o JBA é o único jardim botânico de Lisboa (e Lisboa tem três jardins botânicos), onde podemos ver uma pequena colecção de Narcissus endémicos da Península mas, ainda assim de origem algo duvidosa: penso que três das variedades presentes estão mal identificadas. Acho vergonhoso que num país com tantas espécies endémicas de narciso, em que muitas delas serviram para hibridação de algumas das variedades mais famosas a nível mundial, se dê tão pouca atenção a este género botânico. 


sábado, 30 de janeiro de 2016

Jardim Botânico de Kew: Casa das Alpinas

Entrada da casa das alpinas
Iris reticulata "Pauline"
Narcissus asturiensis, endémico de Portugal e Espanha
Scilla messeniaca
Muscari, Cyclamen
Galanthus gracilis, Muscari latifolium
Crocus sp.
Narcissus cantabricus, iris , Galanthus
Fritillaria gibbosa
Iris reticulata "Gordon"
Crocus sieberi ssp. atticus
Vitaliana primuliflora
Lithodora zahnii
Narcisus hispanicus
Dionysia e Launaea
Iris "Eye Catcher", Galanthus
Ornitogalum lanceolatum
Cylamen parviflorum, Whiteheadia bifolia
Helichrysum orientale, Cyclamen parviflorum 
Lapeirousia oreogena, originaria da África do Sul
Scoliopus bigelovii originário da Califórnia 
Disposição de plantas em vaso na Casa das Alpinas

A casa de alpinas actual abriu ao publico em 2006 e é a mais recente de uma série de casas construídas em Kew para abrigar plantas alpinas desde 1887.  Apresenta um complexo sistema de refrigeração de alta tecnologia, mas com baixo consumo energético. Não foram usados, nem ar condicionado, nem turbinas de vento de alto consumo, mas antes um sistema de circulação natural. A casa permanece sempre aberta e o ar que aquece no topo da estufa é empurrado por um leque até um labirinto de betão debaixo do solo, onde arrefece e em seguida é lançado novamente no edifício. Desta forma consegue-se o ambiente que a maioria das alpinas gosta: fresco, seco e ventoso.  

Este é o meu ultimo post sobre a visita ao Jardim Botânico de Kew, fechando com um dos grupos de plantas que mais me é querido: as alpinas. Já de regresso a Lisboa não pude deixar de pensar como seria possível incluir plantas alpinas nos nossos jardins, adaptadas ao nosso clima ou que aqui se dessem bem. Devemos ter em conta que muitas destas plantas vêm de regiões Mediterrâneas ou semelhantes, ainda que habituadas a clima de Montanha. Penso ser perfeitamente possível ter um jardim de plantas  alpinas ou um jardim rochoso com plantas alpinas, desde que se considerem os factores exposição solar e drenagem e se escolham as plantas certas para a situação que lhes podemos proporcionar. 


http://www.kew.org/visit-kew-gardens/explore/attractions/davies-alpine-house