domingo, 19 de dezembro de 2010

Colónia: Vorgebirgspark





 É um parque enorme no sul de Colónia, mesmo ao lado da rua onde estou a viver. Foi fundado em 1911, e mais parece uma floresta, quer pela sua extensão, quer pelo numero de árvores quase todas de grande porte. Existem também grandes áreas de prado, que nos últimos dias foram transformados em campos gelados, mas ainda assim o parque continua a estar cheio de gente a passear ou a fazer desporto apesar das temperaturas negativas e da muita neve acumulada.

sábado, 27 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Gonçalo Ribeiro Telles


Chegou a altura de referir alguém que contribuiu decisivamente para a forma como vemos os jardins em Portugal. Alguém que tem lutado toda a vida por uma cultura de valorização do património vegetal e ecológico, em particular pela sustentabilidade das cidades portuguesas, como Lisboa e os seus subúrbios, cidade para a qual  propôs há muito, a criação de um grande corredor verde, proposta essa que mais de 30 anos depois, ainda está por concretizar.
Gonçalo Ribeiro Telles talvez não seja um jardineiro na verdadeira acepção do termo, a sua formação é em arquitectura paisagista mas, estou certo que será ele a pessoa que mais promoveu os jardins em Portugal nos últimos 30 anos.
Figura notável das questões do ordenamento do território e do uso da terra em Portugal, desenhou os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian (com o qual recebeu o Prémio Valmor de 1975) e o Jardim Amália Rodrigues, junto ao Parque Eduardo VII. De 1998 a 2002, Coordenou uma equipa técnica responsável por um conjunto muito vasto de projectos em Lisboa e na Área Metropolitana, relativos às estruturas verdes tais como o Vale de Alcântara e a radial de Benfica, o Vale de Chelas, o Parque Periférico, o Corredor Verde de Monsanto.
Gonçalo Ribeiro Telles é Monárquico convicto e em 1971 ajudou a fundar o movimento Convergência Monárquica. Entre 1981 e 1983 foi ministro de Estado e da Qualidade de vida, tendo então criado as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e lançado as bases do Plano Director Municipal.
Quem quiser apreciar a sua obra, e perceber o seu génio criativo, passe uma destas tardes pelo Jardim Gulbenkian.
Gonçalo Ribeiro Telles, é uma figura pela qual tenho muita admiração, e um dos poucos políticos dos quais nos podemos orgulhar em Portugal. Espero que o tenhamos por muitos anos entre nós.



 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Beth Chatto



Beth Chatto, nascida em 1923, é  uma designer de jardins Britânica, que ficou mais conhecida pela criação dos Jardins Beth Chatto em Essex. Escreveu vários Livros sobre Jardinagem em condições especificas, como solos pobres ou zonas húmidas. Beth Chatto tem ensinado também os seus conhecimentos de Jardinagem pelo mundo fora, promoveu o conceito de Jardinagem que usa a planta certa para o sitio certo. Principio este desenvolvido pelo o trabalho de investigação do seu marido Andrew Chatto sobre a origem das plantas de jardim.

Apreciem um pouco das suas ideias nos próximos vídeos:






terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Piet Oudolf.

Plantas da "high line" em Nova Iorque


Piet Oudolf é um designer de jardins Holandês, ele é também um viveirista e autor. Piet Oudolf é talvez um dos jardineiros mais influentes da actualidade.
Entre os seus projectos mais famosos estão os jardins da High Line (Nova Iorque, 2006), Hoogeland (Holanda, 2001) e o Parrque Millennium (Chicago, 2003) ou os jardins da Herdade de Scampston Hall (Inglaterra, 2002).
Piet Oudolf é a figura mais importante do movimento "New Wave Planting", que destaca o uso de uma mistura ousada de plantas herbáceas perenes e gramíneas, escolhidas tanto pela sua textura quanto pela cor da sua flor. O seu próprio jardim, em Hummelo, perto de Arnhem, na Holanda, é referência aos tradicionais jardins holandeses pelo uso ordenado de coberturas verdes em formas ornamentais.
Alguns dos livros escritos por Piet Oudolf incluem: Gardening With Grasses, Planting the Natural Garden e Planting Design: Gardens in Time and Space.
E Para quem gosta de vídeos com mais línguas esquisitas, aqui fica este em neerlandês:


http://www.ecology.com/2011/09/20/piet-oudolf-ecology-meets-design/

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Tasha Tudor.





































Depois de um certo requinte britânico, alguém que procurou o mais simples da vida. Tasha Tudor foi uma ilustradora e autora de livros infantis norte americana, falecida em 2008. Ela Ilustrou mais de 90 Livros para crianças ao longo de toda sua vida, muitos deles inspirados no seu jardim e na vida campestre típica do século XIX, que insistia em praticar. Tasha Tudor é ainda hoje uma das ilustradoras mais populares da América, e os seus livros têm fascinado varias gerações de crianças e adultos.
O jardim de Tasha é um jardim perdido no tempo, reflecte em tudo a forma de viver de Tasha, variedades muito antigas de flores como papoilas, Dedaleira ou Peónias povoam os jardins informais; ao estilo de casa de campo antiga. Quando o Verão chegava, Tasha Tudor deixava sempre a sua mesa de trabalho e os desenhos para se dedicar exclusivamente ao seu grande e belo jardim. O seu trabalho e dedicação conseguiram resultados surpreendentes, por exemplo, as suas camélias produziam flores em grande profusão, facto considerado único tendo em conta os Invernos extremamente rigorosos do estado de Vermonte. A grande beleza dos jardins de Tasha Tudor, tornaram-se míticos e por todos o mundo foram surgindo seguidores do seu modelo de vida e da sua forma de fazer jardinagem.



sábado, 6 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Cristhopher Lyoid e os jardins de Great Dixter.

 É altura de sabermos um pouco mais sobre jardinagem e sobre jardineiros. Quando pensamos em Jardins é difícil não cairmos no cliché do Jardim Inglês, e é talvez obrigatório referenciar a contribuição britânica para a forma como hoje em dia se vê a jardinagem.  
Cristhopher Lyoid é assim o primeiro jardineiro que decidi apresentar aqui: Ele foi um Jardineiro Britânico, que teve grande influencia no final do Século XX. Cristhopher Lyoid era um defensor do jardim densamente plantado, um jardim campestre e exigente em termos de trabalho. Ele via o trabalho no jardim como um investimento, sem o qual, seria impossível obter bons resultados.
 Desenhar um jardim era para Cristhopher Lyoid o mesmo que ir semeando e cuidando das plantas, garantindo o seu bem estar, para depois apreciar o resultado final. O seu trabalho foi todo desenvolvido nos jardins da sua casa em Great Dixter e alguns dos elementos propostos por Cristhopher Lyoid incluem as bordaduras de mistura,  com plantas de vários tipos, como os arbustos e as trepadeiras, tal como plantas perenes, anuais e bienais, contribuindo em conjunto para um maior interesse visual.
Cristhopher Lyoid destacou a importância da folhagem sobre a flor: uma qualquer planta dá em media duas semanas de flor, enquanto o que fica o resto do ano são as folhas, desta forma deve-se pensar o jardim em função das folhagens e não da flor. Também incitou os jardineiros a perderem o  medo de usar a cor nos canteiros e em bordaduras, tal como apelou ao uso das plantas tropicais, como podemos ver no Jardim exótico de Dixter onde Bananeiras e Dálias convivem lado a lado com as tradicionais rosas inglesas.
Em Great Dixter há que destacar também as grandes áreas de prado, repletas de plantas herbáceas e orquídeas silvestres, mas também de híbridos de narciso e outros bolbos ai naturalizados. 
Cristhopher Lyoid faleceu em 2006, deixou uma vasta obra escrita entre os quais The Well-Tempered Garden, um dos livros de referência para jardineiros do mundo inteiro, o qual espero em breve vir a ler.




Imagem do canteiro conhecido como "The long Border" em Great Dixter.






























sábado, 30 de outubro de 2010

Jardim Amália Rodrigues





























Da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles o Jardim Amália Rodrigues, foi assim nomeado em 2000 para homenagear a fadista Amália Rodrigues. O seu relevo e desenho dão-lhe grande diversidade de ambientes. Possui um grande anfiteatro virado para o vale da Avenida da Liberdade e um lago circular, junto do qual se localiza um bar com esplanada. Nestes dias de Outono, o jardim adquire uma luz muito própria... vale a pena passar por lá num destes fins de tarde.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Jardim do Príncipe Real - o que está mal.

 As obras começaram há um ano atrás e terminaram em Abril, aquilo que temos hoje é um jardim melhor? O resultado é discutível. Na minha opinião tudo poderia estar muito melhor. Por exemplo, são varias as árvores que morreram: as árvores esperaram demasiado tempo com as raízes expostas aos elementos antes de serem plantadas...durante semanas a fio era vê-las empilhadas sem as mínimas condições e sobretudo sem água! Algumas das árvores que foram mantidas apresentam agora sinais de pouca saúde e pelo menos um Ulmeiro morreu depois da intervenção no jardim...decerto o sistema radicular ficou comprometido durante as obras e a árvore não resistiu. Três das Liquidambar plantadas também não vingaram e estão agora apenas à espera do dia em que serão retiradas.
No ultimo mês vários dos canteiros foram cobertos por uma montanha de casca de árvore em lascas, facto que teria sido uma excelente ideia, pois para alem de serem mais atractivas ao olhar, as lascas de Pinheiro impedem que as ervas daninhas venham a crescer nos canteiros onde não são pretendidas. Acontece que os canteiros não estavam minimamente preparados para receber as lascas de árvore e agora é ver as mesmas espalhadas pelos passeios do jardim e acumulando-se junto aos escoadoros das chuvas. Atirar com as lascas para cima dos canteiros sem que estes estejam delimitados por uma protecção um pouco mais alta, é no mínimo pouco inteligente...com o continuar das chuvadas do Inverno que se aproxima vão continuar a ser arrastadas para onde não era suposto.
Entretanto, há que dizer que o problema da poeira foi finalmente resolvido, pois as primeiras chuvas deste Outono fizeram o trabalho que competia à câmara municipal, e retiraram o excesso de gravilha.


Este Ulmeiro antigo e os Liquidambar plantados aquando das obras, estão mortos!



Os canteiros de mangueiras continuam a ser uma referência no "novo" Príncipe Real, talvez a moda pegue...
Os escoadoros começam a ficar entupidos pelas cascas de Pinheiro que estão a ser arrastadas para fora dos canteiros.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bolbos!

Estes são os bolbos da Iris hollandica que este ano deram flores lindíssimas no Jardim da minha mãe tal como mostrei aqui em Junho. Agora foram levantados da terra porque têm tendência a apodrecer durante o Inverno. Para evitar isso devem ser semeados apenas a partir de Março.
Estes são bolbos novos adquiridos esta semana. Não são cebolas, mas sim Narcissus! Devem ser plantados agora no Outono e em Portugal dão flor lá para Fevereiro!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Lisboa sem charme






























É incrível o grau de destruição que se pode encontrar no Jardim do Miradouro de São Pedro de Alcantra. Um jardim que foi recuperado há pouco mais de dois anos e que ainda há bem pouco tempo podia ser apontado como um bom exemplo de recuperação da cidade. Dois anos depois o que resta? Muito pouco...basta desviar um pouco os olhos do magnifico cenário Lisboeta e começar a olhar com mais atenção à nossa volta para ver os sinais evidentes de degradação dos jardins. No patamar inferior, por exemplo, os canteiros de buxos e roseiras estão totalmente degradados e as ervas daninhas tomaram o lugar de assalto. A maioria dos buxos não vingou e as roseiras cresceram aleatoriamente e sem serem podadas.

Todo o Jardim das estátuas está bem longe do jardim formal que inicialmente se pretendia e nada mais é que um lugar de desmazelo e sem charme algum. No patamar superior, a degradação continua...desta vez, são as centenas de tags que cobrem os muros junto ao canteiro das Hortências, elas próprias em muito mau estado também. As Ericáceas plantadas no canteiro em volta da estátua de Prado Coelho secaram totalmente e resta um monte de palha. E os Agapantos também já conheceram melhores dias, aos poucos estão a desaparecer, pois toda a gente insiste em fazer dos canteiros local de passagem para evitar andar um metro que seja.

A Câmara Municipal é a principal responsável por toda a degradação do espaço, pois jardins como estes, que são frequentados por milhares de pessoas todos os dias necessitam de um cuidado diário...Tratar dos jardins uma vez por mês não resulta e só trás despesas maiores a longo prazo. Todas estas plantas e o relvado vão ter que ser substituídos e isso é por certo muito mais dispendioso do que cuidar do jardim numa base diária. É Lisboa que perde...geralmente tento dar uma visão optimista, mas é impossível ser-se optimista num lugar assim. Ainda há um ano o jardim parecia estar no bom caminho, hoje resta um lugar sem charme!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Jardim Português

Enquanto o Verão já vai avançado, pouco resta verde e em flor por esse país fora. Este fim-de-semana deparei-me com esta típica casa portuguesa em São Martinho do Porto e com o seu também típico jardinzinho. Parece que uma senhora muito velhinha cuida todos os dias do jardim desta casa e conseguiu o manter florido até Setembro.



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Manhã de Agosto

Numa manhã de Agosto, o Jardim do Príncipe Real mostra-se fresco. O seu encanto atrai todos os que passam, é impossível não nos sentirmos atraídos por este pequeno recanto da cidade.



 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Estátuas.

Novas estátuas no Jardim do Miradouro de São Pedro de Alcântara, pertencem ao Festival Portugal Arte...intrigantes e belas.