quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Zonas de rusticidade climática de Portugal.

Zonas de Rusticidade da Europa.
Portugal apresenta algumas assimetrias climáticas que se reflectem em diferentes zonas de rusticidade para a vida vegetal. Isto é, diferentes regiões geográficas apresentam  condições de clima que condicionam  a vida de certas entidades vegetais especificas nessa área. Para uma planta estar apta a uma determinada zona de rusticidade, ela terá que não só que sobreviver durante todo o ano nessa região, como também completar o seu ciclo de vida, reproduzindo-se. As temperaturas mínimas passiveis de serem atingidas nessa região, estabelecem o patamar da escala de rusticidade que a planta consegue aguentar. A escala vai de ZR 1 a ZR 12, sendo que existem apenas três zonas de rusticidade em Portugal, que estão representadas expeditamente no mapa acima:

  • Zona Rusticidade 8 - Nordeste Transmontano e Barroso, mas também Serra da Estrela e Lafões (não representado no mapa). Temperaturas mínimas possíveis: entre -12 a -7. Característica: todas as perenes de clima temperado têm um ciclo de vida normal. Tulipas podem-se tornar perenes, Narcisus papyraceus não viável, Buganvília não viável.
  • Zona Rusticidade 9 - toda a faixa litoral até ao cabo carvoeiro, todo o interior das beiras até ao norte Alentejano.  Temperaturas mínimas possíveis: entre -6 a -1. Características:  todas as perenes de clima temperado têm um ciclo de vida normal. Tulipas são tratadas como anuais. 
  • Zona Rusticidade 10 - toda a costa de Lisboa até ao litoral Alentejano e todo o Algarve. Temperaturas mínimas possíveis: entre -1 e 4. Características:  maioria dos bolbos de Primavera dá flor durante o Inverno.  Ciclos vegetativos alterados para grande parte das perenes de clima temperado. Inviável para cerejeiras e tulipas.

É claro que são apenas valores indicativos, algumas bolsas de rusticidade são possíveis devido a diferentes microclimas locais.  Resta dizer que a Madeira tem rusticidade 12, e os Açores, possivelmente entre 11 e 12.

Acho incrível que nada haja escrito em Portugal sobre este assunto, quando encontrei tanta literatura em espanhol na net sobre o tema; por exemplo, existe um mapa detalhado sobre a rusticidade em Espanha aqui. Mas acho que isso se possa dever ao facto da maioria da população portuguesa viver na zona Litoral e sobretudo Lisboa estar numa zona de clima super temperado, onde esta classificação parece não fazer sentido, de qualquer forma Portugal não é só Lisboa!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Azevinho.

Ilex aquifolium 
Em Lisboa é difícil de encontrar, sendo o jardim Gulbenkian o único jardim que conheço onde existe alguns arbustos de azevinho. É uma planta característica das decorações de Natal, e aquela que entre nós, melhor remete para o imaginário natalício. Adorava ter um no meu jardim, mas infelizmente não gosta de solos calcários, alguém tem este arbusto? 
Em Portugal é uma espécie protegida, encontrado sobretudo em serras do norte do país, com preferência para solos siliciosos: http://flora-on.pt/#/6ilex

Feliz Natal a todos!

Credito fotográfico para: http://www.flickr.com/photos/angelopereira/4425785453/sizes/l/

domingo, 9 de dezembro de 2012

Corredor Verde de Lisboa.

Nova ponte ciclopedonal.

Jardim Amália Rodrigues.

Pormenor da ponte ciclopedonal, toda em madeira.

Alto do Parque Eduardo VII
Parece que a ideia do grande arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles começa a ganhar um novo folgo, e Lisboa não desistiu de ter o seu corredor verde! Supostamente o Corredor faz a ligação entre a Praça dos Restauradores e o Parque Florestal de Monsanto para peões e bicicletas, por meio de um corredor contínuo de vegetação que se estende pela Avenida da LiberdadeParque Eduardo VIIJardim Amália Rodrigues, relvados do Palácio da Justiça de Lisboa, parque Ventura Terra, "Jardins dos Jogos", "jardins de Campolide" e Quinta José Pinto.

A recente construção da ponte ciclopedonal sobre a rua Marquês de Fronteira, tornou Monsanto surpreendentemente próximo do Centro de Lisboa, e significa que Lisboa ainda pode sonhar com o seu corredor verde!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cores de Novembro.

Tília e Carvalhos.

Ginkgo.


Acer palmatum.

Betula.
E o Outono acabou por cair sobre Lisboa, lançando as suas cores douradas. Existem alguns núcleos na cidade com as cores típicas da época, basta estar atento. Interessante é ver como as mesmas espécies, com diferentes localizações, na mesma cidade, pode apresentar colorações diferentes: algumas ainda quase verde, outras; em sítios diferentes, com tons completamente dourados de Outono. Isto poderá estar relacionado com ligeiras diferenças na exposição solar, menor radiação provocada pela sombra dos edifícios ou pelo relevo, estimula diferentes pigmentos, embora não tenha a certeza...

Quanto às fotos, foram todas tiradas em Telheiras, no jardim que abrange a praça do Metro. Este é um espaço ajardinado, bastante interessante, um verdadeiro exemplo para áreas urbanas como esta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um novo pequeno jardim.

Pennisetum e Stipa tenuissima

Pennisetum x advena 'Rubrum' e Phormium

Tulbaghia e Pennisetum x advena 'Rubrum' 


Ciclovia Alvalade - Quinta da Granja
Este novo jardim nasceu com os mais recentes edifícios, junto ao metro do Campo Grande, e foi desde logo uma agradável surpresa. A tendência por estas bandas tem sido construir e depois alcatroar à volta, por isso, é sempre bom que surjam espaços como este.

Destaco Pennisetum x advena 'Rubrum' como a planta chave deste jardim, que apresenta uma plantação simples e de fácil manutenção, mas bastante efectiva. O desenho é bastante intrincado, inclui pequenos canteiros elevados, desenvolvendo-se  à volta de uma ciclovia e da zona pedonal. O resto são áreas relvadas e canteiros de nível térreo onde foram plantadas algumas árvores, destacando-se as oliveiras e as bétulas.

Uma vez estabelecido, e se for bem cuidado, pode vir a ser um excelente pequeno jardim.

sábado, 3 de novembro de 2012

Tapada das Necessidades.

Alameda de lodãos.
Estufa circular em ruínas.

Zona de piqueniques.

Palácio das Necessidades.

Pormenor da fonte em forma de obelisco.

Bosque da tapada.







Há dias decidi passar pela tapada das necessidades, que ainda não conhecia. Tinham-me dito que era muito bonito, mas também já sabia que não se encontrava nas melhores condições, mas nada me fazia crer que o estado em que tudo se encontrava era o total abandono! Ainda estou em choque, aquele que já foi um parque Real, é neste momento uma vergonha nacional! 

Podia ser apontado um extenso rol de problemas em termos de plantação e falta de cuidado com o jardim em si, mas o que estamos aqui a falar, é de um estado de ruína quase total dos pavilhões e estufas, em particular, a lindíssima estufa circular (séc. XIX), com cúpula de ferro e vidro. Já para não falar do vandalismo, incluindo grafitis e tags. 

Como sempre acabo por incluir apenas as fotos mais optimistas, aquelas que de certa forma escondem o que está mal. Mas quem desce a encosta da tapada desde a entrada da rua do Borja até à frente do palácio, vai se deparar também com bonitos recantos, árvores de grande porte, e muita vegetação exótica (para quem gosta, eu já me fartei!). 

O melhor desta visita acaba por ser a vista que temos sobre o Tejo e da ponte 25 de Abril, a partir do miradouro da frente do palácio, em particular há que destacar a lindíssima fonte ali existente, que inclui excelente trabalho de estatuária.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Despensa de Inverno.




Passei pelas hortas que ficam no jardim da Quinta da Granja, e decidi partilhar aqui no blogue algumas fotos, porque realmente estão com óptimo aspecto. Parece estar garantida a produção de Inverno, pelo menos vegetais e hortaliças não vão faltar! Estas hortas são inspiradoras e fazem-nos desejar ter também um pouco de terreno onde produzir a nossa própria comida, ainda por cima são bonitas, um autentico jardim produtivo no meio da selva urbana!

http://agricultoresdesofa.blogspot.pt/
http://www.cm-lisboa.pt/?idc=88&idi=58523

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tulipas e Alliuns.

Comprei alguns bolbos para plantar este ano, e decidi apostar nos que se deram bem o ano passado e anteriores. Pois segundo reparei as Tulipas Darwin são as que se deram melhor no meu jardim e foram as únicas a regressarem dois anos seguidos (não garantindo que voltem um terceiro). Mas ao que parece as Tulipas Darwin são os híbridos que melhor  naturalizam, sendo um dos grupos mais confiáveis ​​de tulipas para um desempenho perene. As Darwin são um dos híbridos menos manipulados ao longo dos anos, logo o seu bolbo não foi tão seleccionado para o clima holandês e para a produção comercial.
Alguns conselhos como plantar tulipas em Portugal para o clima de rusticidade 9-10:

  • plantar apenas no final de Novembro ou inicio de Dezembro, quando o solo está já fresco. Isto evita as folhas aparecerem "ardidas" no ano seguinte, e facilita a perenialização;
  • Nunca plante as tulipas ao sol directo, escolha zonas de sombra ou voltadas a nascente ou mesmo a norte;
  • Plante de forma profunda (cerca de 15-20 cms) em solo com boa drenagem e leve, de preferência alcalino. Pode acrescentar uma mistura de brita de origem calcaria para o tornar mais alcalino;
  • escolha sempre uma zona fresca, de preferência que esteja sujeita a geada, as tulipas necessitam de um Inverno frio para poderem completar o seu ciclo normalmente, e assim terem hipóteses de naturalizar;
  • No entanto não há necessidade de colocar os bolbos em refrigeração em Portugal, o nosso frio é suficiente para florirem o primeiro ano, não significando porem que se tornem perenes, sobretudo no Litoral Oeste e a sul do Tejo.
  • Nunca regar o solo onde estão as tulipas após estas entrarem em dormência no Verão, isso provoca o seu apodrecimento. 
  • Não deixar produzir semente, cortar a "cabeça" da tulipa após floração! 
  • Nunca cortar as folhas depois de dar flor.
  • Usar adubo para fortificar o solo durante a floração.

As tulipas-espécie, são no entanto as que  naturalizam mais facilmente, melhor que todo e qualquer híbrido. Existem algumas especialmente adaptadas ao clima mais ameno do sul da Europa: exemplo: Tulipa praecox  Tulipa turkestanica ou Tulipa clusiana .

Clima de Rusticidade 8 em Tás-os-Montes: O clima tem um papel fundamental na naturalização das tulipas, e Tás-os-Montes tem em Portugal o melhor clima para estes bolbos. Os Invernos com gelo e neve frequentes, com o solo bastante frio grande parte do ano, apresenta as condições ideais. Podem ver aqui no blogue Travancas da Raia, tulipas naturalizadas.

Outros bolbos em que decidi apostar foram os Allium. Sobretudo o Allium sphaerocephalon, e o Allium schubertii duas espécies de allium que se deram muito bem lá em casa. Sendo que os grandes alliuns híbridos que plantei, nenhum deles vingou o ano passado.

http://www.powells.com/biblio?show=HARDCOVER:USED:9780881927634:15.50&page=excerpt
http://www.flower-gardening-made-easy.com/tulips.html
http://travancasdaraia.blogspot.pt/2010/05/agora-sim-chegou-primavera.html

domingo, 28 de outubro de 2012

Poaceae.

Miscanthus sinensis e Bambu.

                                                                                                                                                                                         Cortaderia sp. 








Em Outubro a Luz de Lisboa muda, é possível identificar esta mudança também nas cores que as plantas adquirem, e é nesta altura do ano que uma família de plantas em particular, atinge o seu zénite: as gramíneas, família Poaceae. No Jardim Gulbenkian existe um bom numero de géneros de Gramíneas  sendo parte fundamental do esquema de plantação do jardim, introduzem estrutura e até ajudam a desenhar a arquitectura do espaço.

Miscanthus sinensis é usada sobretudo nas zonas junto aos regatos, esta planta, originaria da China e Japão forma grupos densos a partir de um rizoma subterrâneo. A sua inflorescência é muito ornamental e projecta-se bem acima das folhas. O seu cultivo é fácil, mas há que ter cuidado pois pode tomar proporções indesejadas, não sendo recomendado para um jardim pequeno. 

Os bambus são os membros de maiores dimensões desta família. dois padrões gerais podem ser atribuídos à forma de crescimento do bambu: em "aglomeração" ou touceiras, ou  de forma "alastrante" (monopodial). As espécies de bambu do tipo "aglomerado" tendem a se espalhar lentamente, sendo o padrão de crescimento dos rizomas simplesmente expandir a massa de raízes gradualmente, de forma semelhante às outras gramíneas ornamentais. Os bambus "alastrantes", por outro lado, espalham-se, principalmente através das raízes e / ou rizomas, que podem-se espalhar rapidamente, enviando até colmos novos para romper a superfície. É necessário tomar cuidados no cultivo dos bambus alastrantes, devido ao seu potencial para um comportamento agressivo.

Cortaderia, vulgarmente conhecida como Erva das Pampas, é uma espécie nativa do sul da América do Sul, incluindo as Pampas argentinas, de onde provem o seu nome. É uma Erva alta, que cresce em touceiras densas que podem chegar a uma altura de 3 m. O seu potencial ornamental é óbvio  embora devam ser tomados muitos cuidados em Portugal, onde esta planta se adapta muito bem devido ao clima mais húmido que em outros países mediterrâneos. Já se tornou uma espécie invasora em toda a faixa Litoral oeste, da Estremadura até ao Minho. O Algarve apresenta também já algumas populações instaladas, sendo o seu crescimento exponencial.

Fica um pequeno video sobre esta família vegetal:



http://www.ci.uc.pt/invasoras/files/27penachos.pdf

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O Outono em Munique.

Vista do Monopteros a partir da margem do lago.
O Pagodenburg visto da margem oposta
Monopteros em Schlosspark Nymphenburg

A minha amiga que vive em Munique enviou-me algumas imagens do Outono naquela cidade, a meu pedido, para que eu pudesse colocar aqui no blogue. São imagens do parque do Palácio Nymphenburg. Nymphenburg,  com os seus 800.000 m² de área verde, é um parque fantástico mesmo ao lado do Jardim botânico, quem for a Munique não pode deixar de visitar os dois!

Nas fotos imagens de um dos lagos, com alguns dos pavilhões construídos no parque: O Monopteros que é um templo neoclássico, erguido entre 1862 e 1865. E o Pagodenburg (1719), Casa de Chá Real octogonal de dois andares, com decoração de azulejos no piso inferior e Chinoiserie no superior.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Para inspiração...



Para inspiração e não só, também para aprender com os melhores. Dois episódios recentes do Gardener´s world, um programa britânico sobre jardinagem que já dura desde 1968, sendo um dos mais antigos programas de televisão do Reino Unido. Actualmente o apresentador líder é Monty Don, mas muitos outros famosos jardineiros passaram por este programa. Vale a pena ver e absorver um pouco destes magníficos jardins!
http://www.gardenersworld.com/

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Jardim Rafael Bordallo Pinheiro.



Repuxo das abelhas

























                                           Vereda de tílias 


O Jardim Rafael Bordallo Pinheiro fica no Museu da Cidade e foi criado tendo como base os já existentes jardins do palácio Pimenta, construído no século XVIII. A realização de projecto é de Joana Vasconcelos e são usadas cerca de 1200 peças icónicas da autoria de Bordallo Pinheiro. Lagartos, cobras, caracóis gigantes, enormes vespas ou lagostas, bem como uma representação da famosa fábula da raposa e da cegonha... todas elas peças de faiança da famosa Fábrica das Caldas da Rainha. O efeito é surpreendente! 

Em termos de plantas, a base é um jardim formal de buxo, mas há a acrescentar muitas árvores, entre elas Magnólias, ciprestes, Pinheiros e tílias. Vale a pena visitar!

Todas as fotos são do meu amigo Manuel Modoni, obrigado!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Anemone hupehensis var. japonica

Anemone hupehensis var. japonica

Anémonas japonesas fotografadas neste inicio de Outono no jardim Gulbenkian, onde existe um grande numero de exemplares nos terraços e agora numa nova área ajardinada perto do lago pequeno. O outro sitio em Lisboa onde se pode encontrar esta que é uma das minhas plantas preferidas, é no Jardim botânico de Lisboa. As anémonas japonesas necessitam de terra algo fértil e sobretudo de um solo húmido,  embora resistam a pequenos períodos mais secos, depois de bem estabelecidas. Se não se esquecer de regar, no final do Verão será recompensado com estas flores magnificas. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Plantas Portuguesas.

Iris lusitanica / Euphorbia charicias
  Stipa gigantea / Scilla Peruviana

Nepeta tuberosa / Euphorbia mellifera
Echium candicans / Geranium maderense











































Lavandula stoechas sbp. luisieri / Nascisum bulbocodium

Algumas plantas nativas de Portugal que todos devíamos ter nos nossos jardins. Numa altura de grande crise em que este país está mais deprimido que nunca, um pequeno contributo do mundo vegetal para termos mais orgulho no que é nosso. Esta pequena escolha foi feita tendo por base algumas plantas que constatei serem muito usadas fora de Portugal, mas que entre nós parecem não ter o reconhecimento devido:
http://www.mediterraneangardensociety.org/42-lavenders.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Asteraceae.

                                                                                                                                                               Helianthus, Dahlia e  Tagetes

Esta casa em São Martinho do Porto é uma casa de praia com um belo jardim, embora a foto já não seja deste ano, todos os anos ela encontra-se igualmente florida quando por lá passo no Verão. Decidi voltar a publicar uma foto desta casa a propósito da família Asteraceae, pois reparei que a grande maioria das plantas que estão em floração nesta altura do ano, pertencem à família Asteraceae. 

HelianthusTagetesTanacetumZinnia e Dahlia são alguns dos géneros que podemos encontrar nesta casa, todos pertencentes à família Asteraceae, a maior família das plantas com flor. São também plantas ornamentais comuns, que por certo todos nós temos nos nossos jardins.

 A maioria dos membros da família Asteraceae são herbáceas, mas um número significativo são arbustos e árvores. Esta família tem uma distribuição mundial, e é mais comum nas regiões áridas e semi-áridas das zonas subtropicais e temperadas de menor latitudes.

Bom Agosto para todos!


ttp://www.flora-on.pt/#/217

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dipsacus fullonum.

Dipsacus fullonum

Dipsacus fullonum
Uma bela planta que sempre admirei, mas que só recentemente descobri ser muito usada em jardinagem, facilmente se percebe porquê. Encontrei-a junto a uma estrada rural, perto de uma linha de água e na foto tive a sorte de conseguir captar as suas belas inflorescências sendo polinizadas por abelhas, o que me deixou bastante contente. A inflorescência desta planta é um arranjo cilíndrico de flores de cor lavandula que secam rapidamente, formando depois um cone com as pontas das brácteas duras. O seu valor ornamental é indiscutível, sendo também muito usado em arranjos florais depois de seco.
Nestas fotos podem ver Dipsacus Follonum em Great dixter.



domingo, 29 de julho de 2012

Um Jardim Nas Dunas.

Nada menos que um verdadeiro jardim. É esta a sensação que temos, quando se visita as dunas da praia de São Martinho do Porto. As combinações florísticas deste ecossistema surpreendem-nos, formando canteiros e mimetizando verdadeiros jardins, que mais não são do que a forma da natureza se exprimir. No entanto, daqui podemos tirar muita inspiração para os nossos próprios jardins, especialmente no que se refere à textura, cor e justaposições de plantas.


Eryngium maritimum e Helichrysum italicum
Destaco algumas das plantas: Eryngium maritimum, da família Apiaceae. Podemos o encontrar em areias litorais, nas dunas embrionárias e primárias. Esta planta tem sido muito procurada para jardins em Inglaterra e surgiram já centenas de híbridos e cultivares. No entanto penso que a espécie em si não podia ser mais ornamental do que já é, com as suas intrigantes flores e folhagem superior de um intenso azul metálico.

Erymgium maritimum com Seseli tortuosum

Pancratium maritimum
Pancratium maritimum é uma planta perene bulbosa nativa da região do Mediterrâneo e sudoeste da Europa. Cresce em areias costeiras ou um pouco acima da marca da maré alta. Tem assim o compreensível  nome popular de narciso-das-areias, e de facto pertence à mesma família que os vulgares narcisos de jardim.

Seseli tortuosum é uma bela planta da família Apiaceae,  aparece na duna secundária, menos frequentemente em rochas marítimas e taludes de salinas.

                                                                                                                                    Helichrysum italicum e Ammophila arenaria


Helichrysum italicum, a vulgar perpetua-das-areias, é já bastante usada em jardinagem. Uma planta muito resistente à seca, pode ser encontrada em dunas em processo de estabilização ou paleodunas, mas também sob coberto de pinhais. Quase sempre Em solo arenosos, perto do litoral.

Ammophila arenaria, pertence à família Poaceae e encontra-se em dunas e areais litorais, frequentemente em cristas dunares e dominando a duna primária. Parece ter um grande potencial ornamental.

Resta dizer que toda a duna encontra-se razoavelmente bem protegida e foram construídos enormes passadiços que evitam o contacto directo com o sistema dunar e que permitem apreciar melhor todo o conjunto de plantas e paisagem.



http://www.flora-on.pt/#/0qFRe   http://www.flora-on.pt/#/1+helichrysum+italicum
http://www.flora-on.pt/#/0NveD  http://www.flora-on.pt/#/6pancratium