sábado, 27 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Gonçalo Ribeiro Telles


Chegou a altura de referir alguém que contribuiu decisivamente para a forma como vemos os jardins em Portugal. Alguém que tem lutado toda a vida por uma cultura de valorização do património vegetal e ecológico, em particular pela sustentabilidade das cidades portuguesas, como Lisboa e os seus subúrbios, cidade para a qual  propôs há muito, a criação de um grande corredor verde, proposta essa que mais de 30 anos depois, ainda está por concretizar.
Gonçalo Ribeiro Telles talvez não seja um jardineiro na verdadeira acepção do termo, a sua formação é em arquitectura paisagista mas, estou certo que será ele a pessoa que mais promoveu os jardins em Portugal nos últimos 30 anos.
Figura notável das questões do ordenamento do território e do uso da terra em Portugal, desenhou os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian (com o qual recebeu o Prémio Valmor de 1975) e o Jardim Amália Rodrigues, junto ao Parque Eduardo VII. De 1998 a 2002, Coordenou uma equipa técnica responsável por um conjunto muito vasto de projectos em Lisboa e na Área Metropolitana, relativos às estruturas verdes tais como o Vale de Alcântara e a radial de Benfica, o Vale de Chelas, o Parque Periférico, o Corredor Verde de Monsanto.
Gonçalo Ribeiro Telles é Monárquico convicto e em 1971 ajudou a fundar o movimento Convergência Monárquica. Entre 1981 e 1983 foi ministro de Estado e da Qualidade de vida, tendo então criado as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e lançado as bases do Plano Director Municipal.
Quem quiser apreciar a sua obra, e perceber o seu génio criativo, passe uma destas tardes pelo Jardim Gulbenkian.
Gonçalo Ribeiro Telles, é uma figura pela qual tenho muita admiração, e um dos poucos políticos dos quais nos podemos orgulhar em Portugal. Espero que o tenhamos por muitos anos entre nós.



 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Beth Chatto



Beth Chatto, nascida em 1923, é  uma designer de jardins Britânica, que ficou mais conhecida pela criação dos Jardins Beth Chatto em Essex. Escreveu vários Livros sobre Jardinagem em condições especificas, como solos pobres ou zonas húmidas. Beth Chatto tem ensinado também os seus conhecimentos de Jardinagem pelo mundo fora, promoveu o conceito de Jardinagem que usa a planta certa para o sitio certo. Principio este desenvolvido pelo o trabalho de investigação do seu marido Andrew Chatto sobre a origem das plantas de jardim.

Apreciem um pouco das suas ideias nos próximos vídeos:






terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Piet Oudolf.

Plantas da "high line" em Nova Iorque


Piet Oudolf é um designer de jardins Holandês, ele é também um viveirista e autor. Piet Oudolf é talvez um dos jardineiros mais influentes da actualidade.
Entre os seus projectos mais famosos estão os jardins da High Line (Nova Iorque, 2006), Hoogeland (Holanda, 2001) e o Parrque Millennium (Chicago, 2003) ou os jardins da Herdade de Scampston Hall (Inglaterra, 2002).
Piet Oudolf é a figura mais importante do movimento "New Wave Planting", que destaca o uso de uma mistura ousada de plantas herbáceas perenes e gramíneas, escolhidas tanto pela sua textura quanto pela cor da sua flor. O seu próprio jardim, em Hummelo, perto de Arnhem, na Holanda, é referência aos tradicionais jardins holandeses pelo uso ordenado de coberturas verdes em formas ornamentais.
Alguns dos livros escritos por Piet Oudolf incluem: Gardening With Grasses, Planting the Natural Garden e Planting Design: Gardens in Time and Space.
E Para quem gosta de vídeos com mais línguas esquisitas, aqui fica este em neerlandês:


http://www.ecology.com/2011/09/20/piet-oudolf-ecology-meets-design/

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Tasha Tudor.





































Depois de um certo requinte britânico, alguém que procurou o mais simples da vida. Tasha Tudor foi uma ilustradora e autora de livros infantis norte americana, falecida em 2008. Ela Ilustrou mais de 90 Livros para crianças ao longo de toda sua vida, muitos deles inspirados no seu jardim e na vida campestre típica do século XIX, que insistia em praticar. Tasha Tudor é ainda hoje uma das ilustradoras mais populares da América, e os seus livros têm fascinado varias gerações de crianças e adultos.
O jardim de Tasha é um jardim perdido no tempo, reflecte em tudo a forma de viver de Tasha, variedades muito antigas de flores como papoilas, Dedaleira ou Peónias povoam os jardins informais; ao estilo de casa de campo antiga. Quando o Verão chegava, Tasha Tudor deixava sempre a sua mesa de trabalho e os desenhos para se dedicar exclusivamente ao seu grande e belo jardim. O seu trabalho e dedicação conseguiram resultados surpreendentes, por exemplo, as suas camélias produziam flores em grande profusão, facto considerado único tendo em conta os Invernos extremamente rigorosos do estado de Vermonte. A grande beleza dos jardins de Tasha Tudor, tornaram-se míticos e por todos o mundo foram surgindo seguidores do seu modelo de vida e da sua forma de fazer jardinagem.



sábado, 6 de novembro de 2010

Jardineiros Famosos: Cristhopher Lyoid e os jardins de Great Dixter.

 É altura de sabermos um pouco mais sobre jardinagem e sobre jardineiros. Quando pensamos em Jardins é difícil não cairmos no cliché do Jardim Inglês, e é talvez obrigatório referenciar a contribuição britânica para a forma como hoje em dia se vê a jardinagem.  
Cristhopher Lyoid é assim o primeiro jardineiro que decidi apresentar aqui: Ele foi um Jardineiro Britânico, que teve grande influencia no final do Século XX. Cristhopher Lyoid era um defensor do jardim densamente plantado, um jardim campestre e exigente em termos de trabalho. Ele via o trabalho no jardim como um investimento, sem o qual, seria impossível obter bons resultados.
 Desenhar um jardim era para Cristhopher Lyoid o mesmo que ir semeando e cuidando das plantas, garantindo o seu bem estar, para depois apreciar o resultado final. O seu trabalho foi todo desenvolvido nos jardins da sua casa em Great Dixter e alguns dos elementos propostos por Cristhopher Lyoid incluem as bordaduras de mistura,  com plantas de vários tipos, como os arbustos e as trepadeiras, tal como plantas perenes, anuais e bienais, contribuindo em conjunto para um maior interesse visual.
Cristhopher Lyoid destacou a importância da folhagem sobre a flor: uma qualquer planta dá em media duas semanas de flor, enquanto o que fica o resto do ano são as folhas, desta forma deve-se pensar o jardim em função das folhagens e não da flor. Também incitou os jardineiros a perderem o  medo de usar a cor nos canteiros e em bordaduras, tal como apelou ao uso das plantas tropicais, como podemos ver no Jardim exótico de Dixter onde Bananeiras e Dálias convivem lado a lado com as tradicionais rosas inglesas.
Em Great Dixter há que destacar também as grandes áreas de prado, repletas de plantas herbáceas e orquídeas silvestres, mas também de híbridos de narciso e outros bolbos ai naturalizados. 
Cristhopher Lyoid faleceu em 2006, deixou uma vasta obra escrita entre os quais The Well-Tempered Garden, um dos livros de referência para jardineiros do mundo inteiro, o qual espero em breve vir a ler.




Imagem do canteiro conhecido como "The long Border" em Great Dixter.