domingo, 19 de junho de 2011

Cores do final da Primavera...


























No Parque da Quinta da Granja em Benfica, mesmo no meio dos prédios, crescem belas flores. Este é um dos mais recentes jardins de Lisboa. E uns dos poucos onde os canteiros apresentam um arranjo mais contemporâneo e onde se usam plantas populares hoje em dia entre os designers de Jardins. A primeira foto apresenta Achillea filipendulina (familia Asteraceae) de cor amarela, com fundo dado pela lindíssima e ondulante herbácea Stipa tenuissima.


























O Pennisetum setaceum (familia Poaceae) é outra erva de grande beleza, o seu efeito paisagístico é muito especial, podendo ser cultivada em maciços, bordaduras ou em canteiros. Já repararam na sua cor? Não é nada vulgar encontrar gramíneas de uma cor tão forte. Só há um problema, esta planta pode-se tornar invasiva no nosso clima, há que ter atenção em se adquirir variedades estéreis, que só podem ser propagadas de forma vegetativa.
Gaura lindheimeri é uma planta herbácea perene que apresenta com um caule densamente ramificado que se desenvolve a partir de um rizoma subterrâneo. Apresenta grande profusão de flores de uma cor creme rosada, que dão aos canteiros um ar vaporoso e muito interessante. 
A Gaura é muito resistente à seca, por isso mesmo de grande valor para os nossos longos Verões.                                                                           
























Entretanto a planta da foto acima não a consigo identificar, parece-me um Allium...mas, sinceramente não sei. Só sei que tem estas flores roxas e formam um conjunto muito bonito. A planta da Foto seguinte é uma Perovskia "Blue Spire" também ela muito utilizada em jardins contemporâneos com forte inspiração na natureza, nomeadamente nas pradarias e estepes. A Perovskia ou salva da Rússia, apresenta estas belas inflorescências de cor azulada em contraste com o verde esbranquiçado das suas folhas, que são fortemente aromáticas. Pena aqui não se tenha optado por misturar com o Pennisetum, o resultado seria vibrante! 

Na ultima foto podemos mais uma vez ver o potencial ornamental da  Stipa tenhissima, dando esta sensação campestre ao canteiro, ondulando ao sabor do vento e contrastando com as outras plantas de porte mais erecto. É a combinação de todas estas texturas e cores que podem tornar os jardins contemporâneos tão especiais e uma verdadeira descoberta. Pena que ainda não sejam muito usados entre nós.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hemerocallis


























Os Hemerocallis, ou Lirios-de-um-dia, são bastante comuns nos nossos jardins e apesar da sua flor ser efémera, e durar apenas um único dia, são geralmente de floração abundante e no dia seguinte essa mesma flor é substituída por outra igual. A espécie aqui apresentada é Hemerocallis fulva, originaria do Japão, fotografada recentemente no jardim botânico de Lisboa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Buganvília


























Originarias da América do sul desde o Brasil até à Argentina, as Buganvilias dão-se particularmente bem nos climas super temperados de Lisboa e Algarve, no entanto em outras regiões de Portugal serão sensíveis às geadas e necessitam de alguma protecção. Conheço um amigo que as tentou plantar varias vezes em Viseu e nunca resultou devido ao frio no Inverno. A da foto fica mesmo em Lisboa, no miradouro de Santa Luzia e é por estes dias de festa, uma das grandes atracções locais. É fotografada todos os dias por centenas de turistas, talvez mesmo milhares. Arisco mesmo que esta será uma das Buganvílias mais fotografada do Mundo!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Na horta da minha mãe...
























Este ano há um pouco de tudo, desde alhos, passando pelos habituais feijões e morangos, e até estas magnificas aboboreiras, que tem uma flor muito interessante...
























Os Gladiolus é que estão mesmo a começar a abrir, tal como este amarelo que quis ser o primeiro do ano! As Alstroemerias também estão a começar a dar flor, mas as roseiras este ano estão incansáveis...


























Entretanto mais Aquilegias começaram a dar flor, são lindissimas sem duvida, a forma da flor é surpreendente e a cor é tão forte...destacam-se de tudo o resto à sua volta!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jardim Botânico de Lisboa.
























































Numa recente visita rápida que fiz ao jardim botânico de Lisboa e onde já não ia quase, desde os tempos das aulas de Biologia vegetal da Faculdade, tomei uma maior consciência do património que o jardim representa  e do imenso potencial que todo o espaço tem, quer em termos ornamentais quer como espaço de aprendizagem e sensibilização para o mundo vegetal. É pois totalmente merecida a classificação como monumento nacional, e só se estranha que tenha levado tantos, tantos anos para que isso acontecesse.

O jardim é muito maior do que eu realmente tinha na minha ideia, não sei porque. O que se destaca é o porte das árvores, é claramente um jardim antigo, com historia e com alma. É também, e isto sempre achei, algo sombrio e decadente...sim, porque ao lado da beleza de exemplares majestosos e únicos na Europa, é impossível não se reparar no estado de degradação em que o jardim se encontra, o desleixo é evidente em cada canto...o lixo e os restos das ramagens velhas amontoam-se nos caminhos. para quem como eu repara neste pormenores e enquanto português, não deixo de sentir alguma tristeza por isso. O que temos ali é realmente algo único, se Munique é um dos melhores botânicos do mundo, então Lisboa tem todo o Potencial para se juntar ao grupo dos melhores. O jardim botânico chega a ser majestoso, ao nível não só dos grandes jardins, mas quase ao nível de uma grande floresta. O Porte de algumas árvores surpreende, e às vezes esquecemo-nos que estamos num jardim no meio de uma capital da Europa.

O que falta é brio, são jardineiros qualificados, é detalhe...quase não vi uma única flor em todo o jardim. O jardim parece estar ao abandono! Por outro lado, o que fazer e como fazer numa futura e aguardada intervenção naquele espaço? Como se pode melhorar caminhos e veredas? Como se pode criar pontos de interesse para além das árvores? É preciso muito muito cuidado, e sem duvida muito dinheiro. Intervir no botânico deve ser algo quase cirúrgico e entendo os receios que os dirigentes actuais do jardim já manifestaram em praça publica.
Muito há a dizer sobre o Jardim botânico e obviamente não cabe num único post, ficam algumas fotos:

  1. Escadaria de acesso ao arboreto, com palmeiras e uma Araucária  gigante.
  2. Talhão das suculentas, onde se pode ver o Dragoeiro gigante ao centro.
  3. Cycas, por todo o jardim existem exemplares deste fóssil vivo, quase todas de grande porte.
  4. Vegetação densa na zona inferior do jardim.
  5. Lago de cima, com papiros.
  6. Vereda de Freixos de porte considerável.


domingo, 5 de junho de 2011

Jardineiros Famosos: Penelope Hobhouse.

Jardim Campestre de RHS em Wisley.

Penelope Hobhouse nasceu na Irlanda do Norte, e tem dedicado toda a sua vida à jardinagem. Escreve sobre jardins, desenha jardins e ainda tem apresentado uma serie de programas sobre jardinagem para a televisão.
Conhecida pela sua tendência de criação de espaços e salas nos jardins que desenha, Hobhouse refere-se aos caminhos e paredes como elementos estruturantes do jardim formando como que um "esqueleto" base da arquitectura do jardim. Embora os seus jardins sejam essencialmente formais, o uso da cor é indispensável para Penelope Hobhouse.
Alguns dos jardins que desenhou incluem o "jardim campestre" do  Royal Horticultural Society at Wisley, os jardins de Walmer Castle e um jardim de estilo renascentista em Itália, país onde aprendeu grande parte dos seus conhecimentos de Jardinagem.